A vida por uma família

São João Paulo II, ensina que o maior projeto de Deus se chama “família”, sobre essa ótica, esse olhar quero falar de um compatriota do papa polonês, o Padre Kolbe, ou melhor São Maximiliano Maria Kolbe. Homem convicto por Jesus e por Nossa Senhora, amava a Mãe de Deus de modo singular, entregou sua vida pra o sacerdócio, e dessa forma seguia sua vida, entre a entrega e doação para a batina e para o amor gigante pela Virgem Maria. Numa de várias histórias que compõe sua trajetória, conta-se que ele foi até um príncipe fazer uma proposta por um de seus terrenos, queria construir ali um novo espaço para suas edições da revista o Cavaleiro Da Imaculada, antes de falar com o dono das terras fixou uma imagem de Nossa Senhora, um altar, num local onde Deus assim o instruiu a colocar, na negociação notou que seus recursos eram poucos, não daria pra comprar o terreno, então o fazendeiro perguntou o que ele faria com imagem do local, Padre Kolbe então respondeu dizendo que ela ficaria ali, aquele ato era uma ordem divina, resultado, o príncipe lhe deu o terreno sem custo algum. Essa já seria uma história e tanto, que nos ajudaria muito a refletir, rezar e contemplar a ação de Deus através de um homem que se doou para a Santa Igreja Católica. Mas sua grandeza, seu heroísmo, sua coragem nos levam a mais, e esse mais é com a marca de alguém que só pensa em Deus, só age em Deus, de quem só tem a Deus. Padre Kolbe viveu numa época dura, a época da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), dentro desse período foi capturado pelo exército alemão e ficou no campo de refugiados em Auschwtiz, ali tinha toda a rotina dolorosa, humilhante e triste que todos passavam. Trabalhavam por longos períodos, e depois voltavam para suas celas, eles tinham seu pelotão composto por um determinado número de pessoas, existiam regras para esses pelotões, uma delas era, se alguém fugisse e não fosse encontrado todos os demais eram mortos. Num dia, num pelotão diferente do de Padre Kolbe, houve uma fuga, um homem conseguiu fugir e foi embora do campo de refugiados, sendo assim todo o pelotão seria morto, num ato de desespero um dos homens que morreria clamou a Deus que ele não poderia morrer, tinha família e filhos pra cuidar, num ato heróico e sem dúvida alguma Padre Kolbe manifestou a vontade de trocar de lugar com ele, pois ele percebeu que sua missão era proteger, zelar e cuidar de famílias, pensou consigo se eu morrer sou apenas um padre, já o homem que pede, esse tem filhos e esposa pra criar. Somente alguém que só tenha Deus no coração pode ter uma ação dessas. Os comandantes das tropas alemãs permitiram a troca, mas diziam entre si que aquilo de nada valeria, pois ali todos iriam morrer, feita a devida troca Padre Kolbe passou fome, sede, ficou ele os demais do pelotão depositados num bunker, lá ele evangelizou, cantou cânticos de ação de graça e orou com aqueles que o acompanhavam, depois de 15 dias sem comida e sem água, se encontrava vivo, muito por conta dos jejuns e mortificações que lhe eram hábito, então aplicaram veneno em suas veias e assim ele veio a falecer no dia 14/08/1941. Se conta que quando os algozes aplicavam o veneno nas veias de um braço, com a outra mão ele os perdoava de tal ato, coisas de gente que opta pela melhor parte (São Lucas 10, 42). Em 10/10/1982 Papa João Paulo II, o mesmo que nos introduz nesse texto, canonizou Padre Kolbe, como São Maximiliano Maria Kolbe, estava presente na celebração o homem que ele trocou de lugar no pelotão. Dessa forma, São Maximiliano Maria Kolbe nos mostra o quanto cada ato, cada vida tem sua devida importância, seu testemunho de vida nos mostra o quanto a frase de São João Paulo II também é certeira. Nesse mês de agosto, nesse tempo que vivemos, que possamos celebrar e amar essa instituição chamada Família, que tanto sofre, tanto é atacada, tanto amor lhe falta, e como São Maximiliano Maria Kolbe fez possamos nós nos doarmos por completo por uma família, quem sabe seja uma doação, um abraço, uma ligação, uma visita, sabemos que no tempo atual está restrito esse tipo de ação, mas veja o exemplo do santo polonês, ele fez o heróico, foi além, foi a presença significativa de Deus na vida de um família!

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!